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Cliente Solitário

Por Carla Estremes Ricci (@carlaestremes)


Antes de fazer uma compra, o cliente moderno acessa o computador (ou tablet, notebook, netbook, smartphone), pesquisa qual o produto correto, marcas, lojas mais próximas, prazo de entrega, pagamento, preço, etc.

Geralmente, ele mesmo esclarece dúvidas navegando pelos sites e pelas especificações dos produtos, sem ao menos fazer uma ligação telefônica. Acaba finalizando a compra sozinho.

A globalização trouxe uma enorme necessidade de integração de sistemas e informações, que só foi possível pela tecnologia. Exemplo disso é o SAP ERP, um sistema integrado de gestão empresarial transacional, principal produto da SAP AG, uma empresa alemã, líder no segmento de software corporativo, tendo 86 mil clientes, segundo a própria SAP, em todo o mundo, sendo a maioria empresas de grande porte. Neste sistema, todas as áreas da empresa são interligadas por módulos que, juntos, contemplam a empresa como um todo. Por trás de cada processo, existem milhares de tabelas que administram em tempo real as informações que trafegam pela empresa e estas tabelas precisam ser constantemente atualizadas por funcionários ou pelos sistemas automatizados.

As lojas virtuais funcionam de forma semelhante, com integração total ou parcial dos processos, permitindo que empresas de todos os tamanhos façam negócios online. Apertam-se botões, ao invés de mãos.

É a era da autonomia, cada um por si. A informação é abundante, a variedade também, mas agora é o cliente quem procura o produto. O vendedor está sendo substituído por textos convincentes e fotos atraentes, praticamente irresistíveis. Tudo bem que um texto criativo e bem escrito é muito mais bem-vindo que vendedores pegajosos, chatos ou desinteressados, mas a questão é que o consumidor tem cada vez menos contato humano e perde muito com isso.

O que é atualmente o “atendimento ao cliente” se ele mesmo faz tudo? Ele faz pesquisas, aprende tudo sobre o produto, descobre códigos e referências, preenche formulários, digita senhas e finaliza a compra. Dependendo da empresa e do sistema utilizado, só a cotação pode demorar horas, e ninguém gosta de perder tempo, principalmente o consumidor. Para comprar de grandes empresas, o cliente precisa ser analisado, aprovado, treinado e, se conseguir passar por todo o processo e tiver sorte, poderá ter a honra de acessar o sistema do fornecedor e se virar sozinho. A sensação é de que o cliente está pagando para trabalhar para o próprio fornecedor, cujas visitas e telefonemas ficam cada vez mais raros...

Hoje são necessários mais funcionários para digitar informações no computador do que para fabricar o produto efetivamente. Máquinas produzem rapidamente e com perfeição, o homem só comanda e aperta botões. Os telefones estão tocando menos, as empresas preferem divulgar seus sites e e-mails que, aliás, lotam as caixas de mensagem. Reparem o quanto é difícil encontrar um número de telefone nos sites. Falar com alguém é o último recurso, quando nada mais funciona. Outra tarefa desgastante.

Atendentes lidam com o cliente de forma superficial e automática, exatamente como fazem ao acessar os dados do computador, esquecendo que do outro lado da linha está uma pessoa. O máximo que conseguem fazer é ler e repetir as mesmas coisas que já sabemos e que geralmente vemos simultaneamente na tela do computador: “Estou falando com a Sra. Carla, correto? Poderia confirmar o CPF ou CNPJ? Aquele mesmo que a senhora acabou de digitar, mas como o sistema transferiu a ligação terá de digitar tudo de novo. Aqui consta que a senhora comprou um XYZ123 no dia 2 de outubro às 14h51. Consta que seu pedido ainda não chegou, mas já saiu e não sabemos onde está. Mais alguma informação? Favor anotar o número deste protocolo.” A verdade é que poucos sabem ou gostam de atender pessoas, embora este devesse ser um requisito obrigatório para vendedores e operadores de telemarketing.

É preciso rever o conceito de “atendimento ao cliente” antes que ele perca a credibilidade. Outro dia uma pessoa do SAC respondeu um e-mail que eu enviei começando a frase assim: “Prezada cliente”. Meu nome estava escrito no e-mail anterior, mas ela nem se dignou a digitar, ou copiar e colar cinco letras. O resto do e-mail era uma frase padronizada e inútil. Comecei a minha resposta com: “Prezada atendente” e, depois de relatar mais uma vez a ocorrência, terminei com: “Ah, e fale para tirarem a opção de ‘Fale pelo chat’ do site de vocês. Nunca vi funcionar.” Ela nunca mais retornou o e-mail. Não teve profissionalismo, não desempenhou sua função e levou para o lado pessoal. E a empresa perdeu uma cliente.
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Padrões de Lâmpadas Metálicas

Diferentes padrões de lâmpadas metálicas (acima de 250W) e como identificar na prática:


Quem compra pela primeira vez uma lâmpada a vapor metálico geralmente é orientado a comprar também o reator (com ignitor interligado), caso contrário vai pensar que a lâmpada veio queimada ou com defeito, pois não acenderá.


O ignitor é um componente que tem a função de produzir descarga inicial às lâmpadas Multi Vapor Metálicas e Sódio, sobrepondo um ou mais pulsos de alta tensão. Acesa a lâmpada, o ignitor para de produzir os pulsos automaticamente.


O reator é um equipamento auxiliar, ligado entre a rede e a lâmpada de descarga, com a finalidade de limitar sua corrente quando se aplica tensão, caso contrário, estas lâmpadas se queimariam na hora - já que não possuem em seu interior nenhum limitador de corrente (ao contrário das lâmpadas incandescentes, que possuem um filamento de metal).


A confusão começa quando são utilizadas lâmpadas metálicas acima de 250W, pois abaixo desta potência se tem como base apenas as potências das lâmpadas e a tecnologia (Sódio ou Metálica), não havendo a necessidade de verificar padrões.


Para melhor esclarecimento sobre este assunto comparamos os dois casos e padrões mais comercializados no Brasil: o Americano e o Europeu.


A escolha de que tipo de lâmpada utilizar, ou até mesmo de qual seria o melhor padrão, 
fica a critério do projetista envolvendo questões luminotécnicas ou econômicas como: melhor rendimento, maior durabilidade, menor custo, índice de reprodução de cores (IRC), aplicação, etc...


Comparativo de Lâmpadas Vapor Metálico de 400W - Padrão Europeu X Americano

Nos exemplos utilizados acima podemos ver que mesmo tendo a mesma potência, as características elétricas das duas lâmpadas, como: tensão, corrente, tensão de partida e impedância são completamente diferentes. Isso altera todo o funcionamento do sistema.

Abaixo vamos detalhar alguns problemas provenientes da troca desordenada dos padrões:

1 ) Lâmpada padrão Americano, usando um Reator padrão europeu

Quando utilizamos a lâmpada padrão americano com um reator de padrão europeu, a lâmpada acende normalmente, pois o ignitor fornece uma tensão de partida superior à especificada na lâmpada para acendimento, porém como a impedância do reator é menor, ou seja, a capacidade de impedir a passagem de corrente é menor, a corrente será elevada e proporcionalmente também as demais características da lâmpada como tensão, potência e corrente para qual foi projetada.

Com isso a lâmpada dura menos do que deveria, devido ao aquecimento interno no tubo de arco. 

2 ) Lâmpada padrão Europeu, usando um reator padrão americano

Quando utilizamos a lâmpada padrão Europeu com um reator padrão americano, o primeiro problema já acontece de imediato, pois a lâmpada não acende.

Como é necessária uma tensão igual ou superior a 3500 V para acender a lâmpada padrão Europeu, e o ignitor do reator americano produz apenas 750 V - pois foi projetado para uma lâmpada com tensão de partida mais baixo - a tensão não é suficiente para atravessar a pressão do gás. Com isso ela não apresenta nenhum sinal de partida.

Como identificar os determinados tipos de padrões?

Ao olhar no tubo da lâmpada conseguimos ver um código de identificação. Através deste código, conseguimos as características técnicas da lâmpada para determinar o reator correto que atende a condição normal. Isso acontece também inversamente quando temos reator em mãos - todo fabricante deve informar a corrente, tensão  e tecnologia  de lâmpada  destinada.

Existem também as  lâmpadas  que não seguem nenhum  deste padrões citados, ou seja lâmpada com tensão de partida igual a européia ( 4500V ) e corrente igual a americana ( 3,25 A ). Em casos como este orientamos o cliente a contatar o fornecedor do reator ou da lâmpada para maiores esclarecimentos.

Lembrando que esta situação ocorre apenas nas lâmpadas acima de 250W de potência.
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Banco Capacitor montado ou Componentes?

Afinal, sai mais barato comprar um Banco de Capacitores para Correção do FP MONTADO, ou os COMPONENTES separadamente?


Com certeza comprando somente os componentes sai mais barato. O problema é que além dos componentes, utilizamos cabos de potência com 1KV de isolação, os terminais são fixados nos cabos através de prensas e o banco possui sistema de ventilação testado e eficiente.

Além disso montamos todos os nossos produtos em caixa de aço. SOMANDO todos os componentes, cabos e mão de obra, o banco pronto da WGR fica mais barato. Isso sem levar em conta que você terá um produto com garantia e fabricado por uma empresa que está no mercado há mais de 20 anos.
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A pós-venda de cada dia

por Carla Estremes Ricci


Seus clientes ficaram satisfeitos com a compra? Será que correu tudo bem, o produto foi entregue corretamente, atendeu as expectativas? O que poderia melhorar?

Muitos vendedores são simpáticos e solícitos... até que a venda se conclua. Depois, desaparecem. Será medo de ouvir do cliente que algo deu errado? Ainda pode haver tempo de corrigir! Não há nada que não possa ser resolvido, revertido, consertado, trocado, cancelado. Melhor uma venda cancelada que um cliente furioso. Quando o vendedor demonstra preocupação e oferece atenção, mantém o canal de contato aberto e propício a oportunidades de vendas futuras.

Este tipo de relacionamento faz falta hoje em dia. Um contato humano, frases redigidas por uma pessoa, ao invés de automáticas, a sensação de que você é valorizado como cliente. Outro dia fiz uma compra pela internet e fiquei surpresa quando me telefonaram confirmando a transação, através de um diálogo normal e agradável. A pessoa conversava de igual para igual, com respeito, mas também com opinião própria e naturalidade, bem diferente dos atendentes de telemarketing apáticos e robotizados. A pessoa explicou que, por causa da greve dos Correios, a entrega seria mais demorada que o normal e sugeriu que eu retirasse no local, caso fosse possível. O local era muito perto de onde eu moro e a disponibilidade, imediata. Perfeito! Algo que eu jamais saberia sem um diálogo simples e rápido, pela iniciativa da própria empresa. Claro que esta era uma empresa pequena, o que torna possível um contato direto com cada cliente. Mas por que as grandes empresas precisam perder esta cumplicidade ao crescerem?

Voltei a procurar as lojas de bairro, as empresas locais, os médicos de família. O consumidor não merece ser tratado como um número. Em grandes farmácias, os balconistas limitam-se a perguntar se o cliente tem o cartão fidelidade, para empurrar produtos com desconto. A farmácia de bairro entrega em domicílio sem custo adicional, o farmacêutico preocupa-se e ainda deixa o celular caso haja alguma emergência em pleno domingo. E telefona para saber se está tudo bem! Isso é relacionamento, comprometimento, paixão pela profissão. Isso não tem preço.

A modernização é necessária, mas a alma do negócio precisa manter-se viva nas pessoas que o conduzem, não importa o cargo ou a função, afinal, a empresa é uma equipe: um por todos, todos por um, na mesma sintonia. Se você não pensa assim, está no lugar errado. Faça o que ama ou ame o que faz.

Voltando à pós-venda, por que não ligar para seus clientes após um negócio fechado ou de vez em quando? Além de ser um exercício saudável e proveitoso, certamente seu chefe aprovará e o verá com outros olhos. Há clientes que se mantêm fiéis ao vendedor, caso ele mude de empresa, o que valoriza muito mais como profissional. É algo que se conquista, como uma amizade. Não se perde o cliente por preço, mas sim por falta de argumento e de conversa.

O consumidor de hoje está carente e sairá na frente quem souber dar a atenção tão almejada por meio de profissionais bem selecionados, treinados, valorizados, motivados. E você, já fez sua pós-venda hoje?
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Para que reator e ignitor?

A lâmpada de filamento ou incandescente não necessita nada extra para ser operada, basta ligá-la à rede elétrica. 


Eletricamente falando, estamos ligando o filamento diretamente à rede elétrica, e a corrente que passa por esse filamento é limitada pela característica elétrica do material do filamento.


O princípio de funcionamento dessas lâmpadas é a mudança de cor que um metal sofre ao ser aquecido. À medida que aquecemos um pedaço de metal, a cor acinzentada inicial vai se tornando avermelhada, aquecendo-se mais se torna alaranjada, amarelo, e, finalmente, branca. 

Ao ligarmos uma lâmpada incandescente, se olharmos para o filamento, podemos ver todas essas cores.


Por que as lâmpadas metálicas e de sódio precisam de reator e ignitor?

As lâmpadas de descarga (vapor metálico e vapor de sódio) possuem em seu interior (tubo de arco) uma mistura de gases em alta pressão. Quando a corrente elétrica aquece estes gases, ocorre um processo químico que gera luz.


Precisam de um IGNITOR para produzir um pico de tensão e gerar o acendimento. Somente a corrente não é suficiente para dar a partida na lâmpada. Acesa a lâmpada, o ignitor para de produzir os pulsos automaticamente e se auto-desliga.


Nas lâmpadas de descarga, não há nenhum tipo de resistência, como no caso da lâmpada incandescente, e é por este motivo que necessitam de REATOR: para limitar a corrente no tubo de arco da lâmpada. Caso contrário, essa corrente excederia até estourar a lâmpada.
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10 Regras - Atendimento nota 10


10 regras para um Atendimento nota 10


Você sabia que quase 70% das razões identificáveis pelas quais os clientes abandonam a empresa nada têm a ver com o produto / serviço, mas com a qualidade do atendimento prestado?


É por isso que profissionais de vendas e telemarketing precisam ser muito bem treinados e gostar de lidar com pessoas. Como em todas as profissões, há os que possuem vocação, e outros não. Todos nós temos histórias de bons e maus atendimentos e fica fácil identificar o que deve e o que não deve ocorrer.


O que o cliente quer quando procura uma empresa, para comprar ou resolver alguma situação? O que as empresas devem oferecer para atingir as expectativas do cliente?


1. Soluções – Não compramos produtos ou serviços. Compramos soluções para as mais variadas necessidades, sejam elas reais ou imaginárias. É muito mais interessante quando o atendente ouve o que temos a dizer e parece identificar o produto exato que se encaixa com o que procuramos ao invés de uma pessoa que decora a ficha técnica de cada produto, mas não é capaz de indicar nenhum específico.


2. Ouvir mais do que falar – saber o que se passa na mente de cada consumidor é tarefa para os ouvidos mais aguçados. Aprende-se a ouvir também com os olhos, caso seja possível observar pessoalmente as atitudes e expressões do cliente. Fazer perguntas é uma excelente saída quando o cliente está descontente e nervoso. Ter o máximo de informações possibilita consultar os arquivos e dar uma resposta objetiva. Perder a calma, jamais, mesmo que o cliente perca a razão.


3. Interessar-se – Não adianta fingir. É fácil perceber quando a pessoa não está nem aí para o cliente. Atendentes de telemarketing são campeões em demonstrar descaso total. “Vou cancelar tudo!” e a pessoa responde: “Um momento que vou transferir para o departamento de cancelamento.” É preciso haver comprometimento, gostar da empresa, defender a empresa, conversar com o cliente e colocar-se no lugar dele.


4. Falar com naturalidade - nada de frases robotizadas e decoradas, sorrisos e intimidade forçados. Se a pessoa está odiando o que faz, dificilmente vai convencer alguém a comprar. Mas também não vamos exagerar, nada de “Linda, amor, querida, colega, amigão, docinho, gato!” Atender bem não é virar o melhor amigo da pessoa e ter coisas em comum. É preciso ser autêntico, acreditar no que fala e passar credibilidade e carisma. Difícil?


5. Falar e escrever corretamente - Insisto em dizer que isso abre portas. Quem lida com clientes não tem desculpa. Vejo pessoas desperdiçando oportunidades valiosas de aprender, usando a internet para trocar e-mails de piadas e fofocas, ao invés de pesquisar assuntos pertinentes e procurar crescimento profissional. É preferível gastar vários minutos a mais pesquisando uma palavra no dicionário do que enviar um texto com erro. Ativar o corretor ortográfico no envio dos e-mails deveria ser obrigatório. Quem fala e escreve bem impressiona e conquista admiração, sobressai-se dos demais.


6. Agir com educação – palavras como “Bom dia, boa tarde, por favor, por gentileza, com licença, obrigado, disponha”, nunca saem de moda. Espero que nunca saiam. Demonstram atenção, preocupação e cuidado. Quem não gosta de ser bem tratado? Nunca deixe o cliente esperando tempo demais, prefira retornar a ligação ou oferecer um café, mas jamais se esqueça dele, ele certamente perceberá.


7. Respeitar e portar-se com discrição – na empresa ou no cliente, deve haver um equilíbrio entre naturalidade e respeito. No modo de se vestir, falar, gesticular, etc. Na presença do cliente, é inaceitável gritar para chamar um colega, falar gírias em excesso, palavrões, piadinhas, cantar, batucar, bater portas, gavetas, enfim, é preciso ter uma postura madura e profissional.


8. Registrar informações com organização – de modo que possam ser consultadas com facilidade e rapidamente. Nossa memória é falha, devemos ter todas as ferramentas à mão com agilidade quando o cliente precisar, evitando que ele tenha que relatar tudo novamente.


9. Usar o celular com moderação e critério – ele está lá, todos sabem, quem não tem? Mas é preciso saber avaliar o que é prioridade: aquele cliente que está na linha (ou pessoalmente), ou o que está ligando para o celular? Nada de deixar o cliente plantado esperando e atender o celular para falar com amiga, mulher, namorado, etc. Cuidado! Os toques de celular revelam quem você é! Barulhos escandalosos, pagode, funk, músicas de balada, podem agradar amigos e parentes, mas no ambiente e relações profissionais, pegam mal... Os modos “silencioso” e “vibratório” foram inventados para situações que exigem discrição.


10. Superar expectativas – este deveria ser o objetivo de todos os profissionais que lidam com clientes. O cliente é chato? Seja atencioso. Ele é durão? Descubra seu ponto fraco e trate-o bem. Aliás, como digo sempre, não existem clientes chatos e difíceis, mas sim exigentes. Quem não exige não se impõe. Exigências plausíveis ampliam os horizontes e até mesmo inspiram novas idéias.


Carla Estremes Ricci
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Queima de Capacitores

Por que somente alguns capacitores do banco queimam, sendo que todos são iguais?


Apesar de as unidades capacitivas possuírem a mesma potência e tensão e atenderem às especificações da Norma NBR IEC60831-1 e NBR IEC60831-2, possuem características elétricas (resistência elétrica, perda e isolação) e mecânicas (dimensional e dissipação térmica) com diferenças mínimas.


Além disso, dentro de um banco de capacitor, estão fisicamente instaladas em locais diferentes onde a ventilação natural ou forçada será diferente entre ambas. Desta forma, terão uma expectativa de vida diferente.


Outro fator que faz com que uma unidade capacitiva queime em momento diferente da outra é que em uma ressonância, a corrente e a tensão sobre o capacitor será extremamente elevada, causando a queima de uma ou mais unidades capacitivas. Isto fará com que a ressonância acabe, uma vez que a capacitância do sistema foi alterada e assim sendo, a corrente e a tensão sobre o capacitor voltarão aos valores normais. Não ocorrerá mais a queima de unidades capacitivas até que o sistema entre em ressonância novamente, fato este que poderá ocorrer na troca do capacitor queimado. Neste caso, é fundamental um estudo para verificar se será necessária a instalação de indutores de dissintonia (bloqueadores de harmônicas).


As unidades capacitivas de maior potência tendem a queimar com maior frequência do que as unidades capacitivas de menor potência. Isso por que as unidades capacitivas de maior potência esquentam mais do que as de menor potência, devido à sua relação potência/volume. Assim sendo, as unidade capacitivas de maior potência terão sua expectativa de vida inferior às de menor potência. Vale ressaltar que as unidades capacitivas de maior potência também atendem integralmente à norma de capacitores NBR IEC 60831-1 e NBR IEC 60831-2 e tem sua expectativa de vida superior à 100.000 horas.


Se levarmos em conta a relação potência/volume, as unidades capacitivas monofásicas são os capacitores que possuem a maior expectativa de vida.


No caso de bancos de capacitores que apresentam queima na conexão dos cabos nas unidades capacitivas monofásicas, podem ter sido montados com terminais de marcas diferentes. Se o terminal macho que já vem na célula é de uma marca e o terminal fêmea do cabo de conexão é de outra marca, não há um bom contato, sendo bem provável que a conexão fique comprometida - gerando aquecimento no terminal e possível queima do cabo.


Outro fator que faz com que o cabo queime na conexão com a unidade capacitiva monofásica é a corrente True RMS, medida no terminal da unidade capacitiva monofásica, muito acima da corrente nominal. Isto pode ser causado por tensão de rede ou distorção harmônica elevada.

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Curso Básico

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