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Banco de Capacitor danificado por Falta de Energia

O banco de capacitor é um equipamento elétrico e está sujeito à queima de componentes devido a problemas no fornecimento de energia elétrica.
As empresas de energia são obrigadas, como fornecedores de serviço, a reparar e ressarcir o consumidor por danos em equipamentos causados por descarga elétrica.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) publicou a Resolução 360/09 com os prazos e os procedimentos para atendimento pelas concessionárias de energia nesses casos.

Pela regra, o consumidor deve fazer o seu pedido de ressarcimento/conserto do equipamento danificado em até 90 dias da data da ocorrência.

Lembre-se  de informar todos os equipamentos avariados.

A  empresa deverá efetuar a vistoria nos aparelhos danificados em até 10 dias a partir da data da solicitação. Para equipamentos que acondicionam alimentos e medicamentos o prazo é de 1 dia útil.

Após a vistoria, a empresa tem prazo de 15 dias corridos para encaminhar resposta por escrito.
  
Atenção! 
-  Se a empresa não efetuar a vistoria, o prazo passa a ser contado da data do seu pedido de ressarcimento. Se o produto estiver em garantia é importante informar a empresa.

-  Solicite que a vistoria seja efetuada em assistência técnica autorizada do fabricante do equipamento.

-  Decorrido o prazo de resposta, que pode ser no máximo de  25 dias, a empresa terá mais 20 (vinte) dias para restituir o valor do produto, substituí-lo ou repará-lo.

Em caso de queima do banco de capacitor devido a problemas com a energia elétrica, o produto estará fora de garantia.

 Fonte: Procon-SP
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Energia reativa: o que o consumidor paga e não sabe

Veja como a correção do fator de potência pode reduzir a sua conta de energia
Fonte: Sérgio Vieira

A maioria dos consumidores não sabe, mas todos os meses as concessionárias de energia elétrica de todo o país cobram uma multa pela má utilização de energia elétrica. Essa multa refere-se à “energia reativa” que é gerada por equipamentos como motores mal dimensionados, máquinas de solda, transformadores, entre outros. A energia reativa não produz trabalho, mas é necessária para produzir o fluxo magnético para o funcionamento desses mesmos equipamentos. Mas, como ela ocupa espaço no sistema (que poderia ser usado pela energia ativa), as concessionárias têm o direito de cobrar essa “ineficiência” dos consumidores.

Nem todo mundo paga por essa energia reativa, tudo depende do interesse da concessionária. Boa parte dos consumidores residenciais, por exemplo, estão livres da cobrança. Mas, condomínios (residenciais ou comerciais), indústrias de pequeno, médio e grande porte, casas com alto padrão de conforto e estabelecimentos comerciais pagam uma “multa” todos os meses junto com a conta de consumo.

O nome desta “cobrança” muda de acordo com a distribuidora de energia, mas praticamente todas elas procuram nomear essa cobrança de tal forma que não fique claro ao consumidor o nome “multa”. Em São Paulo, a AES Eletropaulo classificou a cobrança de “energia reativa excedente”; A CPFL, que atende municípios do interior do Estado de São Paulo, deu o nome de “reativo excedente”; e no Rio de Janeiro, a Light batizou a cobrança como “encargo de capacidade emergencial”.

De acordo com José Gabino, representante da Abradee – Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica - a concessionária de energia elétrica deve orientar o consumidor de que está havendo um desperdício em seu estabelecimento. “Este pagamento pode ser evitado através de modificações nas instalações, por exemplo. A forma como as empresas fazem isto varia de empresa para empresa”, comenta ele.

Um estudo realizado por uma distribuidora no Paraná revelou que 85% dos consumidores industriais desconhecem esta cobrança, que é regulamentada pela Resolução 456 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de 29 de novembro de 2000. A cobrança, entretanto, começou a ser realizada pelas distribuidoras a partir de 1994 (nota: a cobrança começou a ser realizada antes da criação da Aneel). Para resolver o problema, é preciso corrigir o fator de potência ou relação entre energia ativa e reativa. Esta relação está compreendida entre 0 (0%) e 1 (100%). Quanto mais próximo o fator estiver de 1, menor será o consumo de energia reativa.

Através da resolução 456, a Aneel determinou que clientes industriais tenham um fator de potência de, no mínimo, 0,92 (92%), ou seja, se o cliente tiver um fator de potência inferior a este valor deverá pagar multa que é calculada da seguinte forma: multa = valor da conta de eletricidade x (0,92 / fator de potência - 1). Por exemplo, se o fator de potência apurado em um determinado mês por uma indústria for de 0,85 (85%), ela pagará 8,235% de multa sobre o valor da conta de eletricidade.

Alguns consumidores que conseguiram livrar-se dessa multa imposta pelas distribuidoras, realizaram tal feito instalando banco de capacitores. “Em geral, em três ou cinco meses, já é possível ter o retorno do investimento com a redução na conta de energia”, comenta Mário Lorenzetti, um dos coordenadores do Grupo Técnico de Capacitores Industriais da Abinee – Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica.

Após resolvido o problema, o consumidor deve solicitar uma visita do técnico da concessionária que irá instalar um equipamento para medir a energia reativa gerada naquele estabelecimento. Depois de constatar que o fator de potência está acima de 92%, a concessionária é obrigada, já no mês seguinte, a retirar a cobrança da conta de energia.


Segundo o coordenador, a correção do fator de potência poderia aliviar o sistema elétrico nacional devido à redução da circulação de energia reativa. Também há uma melhoria no perfil de tensão e redução de perdas elétricas. A Abinee está solicitando à Aneel a correção do fator de potência para 0,95 para consumidores de baixa tensão. Este aumento representaria ganho de 3,25% na capacidade de distribuição e transmissão de energia elétrica. Os ganhos, segundo a entidade, equivalem aos mesmos trazidos pelo horário de verão todos os anos. O uso de medidores eletrônicos de energia pode mostrar para o usuário o seu percentual de energia reativa produzido. Este equipamento, entretanto, detém tecnologia de ponta e, dentro da relação custo/benefício das distribuidoras, somente é instalado em grandes consumidores de energia, mas, nada impede que qualquer consumidor procure soluções que o livrem desta “multa excedente”.
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Luminárias Industriais e Comerciais – como evitar riscos de incêndio

Há muitos relatos de luminárias comerciais e industriais que pegam fogo, e muitas dúvidas com relação à causa do problema. No caso das luminárias com lâmpadas de descarga (vapor de sódio ou metálico), que para operar necessitam de equipamento auxiliar (reator, ignitor e capacitor), a grande maioria dos relatos ocorreram em modelos com alojamento para reator - uma espécie de compartimento que fica logo acima da luminária.

No início, os fabricantes nacionais utilizaram como modelos as luminárias importadas, com alojamentos na parte superior em alumínio injetado, hermeticamente fechado. Internamente, o núcleo de ferro do reator (parte quente) e seu capacitor ficavam instalados em completo contato com a parede de alumínio do alojamento – que possuía aletas externas para aumentar a área de dissipação de calor.

Por razões de custo, os fabricantes nacionais de luminárias desenvolveram os alojamentos em alumínio repuxado. Inicialmente eram fechados e provocavam queima prematura do equipamento auxiliar. Como solução, foram introduzidos furos e rasgos, que por um lado minimizou a queima, mas por outro aumentou em muito a insegurança, devido à possibilidade de graves acidentes, como a propagação de fogo.


O reator é desenvolvido para trabalhar até um limite de temperatura, em locais ventilados e longe de qualquer fonte de calor. Já o capacitor, é o componente mais sensível a temperatura (<80°C ).


A própria lâmpada da luminária superaquece os elementos que ficam no alojamento, logo acima delas. Se o reator não for de núcleo aberto e não ficar encostado na parede do alojamento, para dissipar o calor, o compartimento vira uma "estufa", o capacitor ultrapassa os 80 graus (temp. máxima), queima e pode propagar fogo para o reator e o ignitor. E o fogo sai justamente pelos furos que deveriam resfriar e ventilar.

Como solução, a WGR desenvolveu o exclusivo EAR (Equipamento Auxiliar Remoto), que é reator + ignitor + capacitor, em caixa de aço fechada, com ganchos para pendurar no perfilado. O produto vem montado de fábrica com o cabo de rede, tomada e plug de quatro vias para conexão com a luminária. Isso traz segurança, facilita a limpeza e a manutenção, pois é possível desconectar o reator da luminária pelo conector, quantas vezes for preciso.

O EAR (reator) fica ao lado da luminária, ou seja, não recebe calor algum da lâmpada – isso aumenta a vida útil de todo o equipamento.

Atenção na escolha de produtos de iluminação. É preciso ter qualidade, tecnologia e segurança.

Os difusores mais resistentes e recomendados são os de policarbonato e acrílico. Poliestireno também é utilizado. Mas atenção, DIFUSORES de PLÁSTICO NÃO DEVEM SER UTILIZADOS! São os menos resistentes ao calor e podem derreter só com o calor da lâmpada!
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Banco de Capacitores - horário capacitivo e indutivo p/ clientes em baixa tensão

O horário Indutivo é das 6h30 às 0h30. Já o horário capacitivo é das 0h30 às 6h30. Veja tabela abaixo:

Período Capacitivo: 0h30 às 6h30.
Período Indutivo: 6h30 às 0h30.





No caso da instalação de um banco de capacitor semi-automático recomendamos sempre que o horário do programador horário seja configurado com o mesmo horário do medidor eletrônico de energia elétrica da concessionária que estiver instalado no cliente.

Para maiores informações veja o site da Eletropaulo sobre este assunto: http://www.aeseletropaulo.com.br/clientes/PoderPublico/Informacoes/...
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Banco de Capacitor com Bloqueador de Harmônica – Por que é mais caro?

Um bloqueador de harmônica de qualidade deve ser fabricado com fio de cobre esmaltado e chapa de aço silício. Essas matérias primas são muito caras. Além disso deve ter baixa perda e uma excelente linearidade fazendo com que um bom indutor seja de tamanho considerável.

Só para se ter uma idéia, para cada estágio de 30A, em torno de 10kVAr 220VAR ou 25kVAr 380VAC, são necessários 35kg de fio esmaltado e chapa de silício. Assim sendo, um banco de 60kVAr 220VAC teria 210kg a mais de peso, somente de cobre e aço. É por isso que o banco fica bem mais caro. Deve-se também tomar cuidado com o dimensional do produto que aumenta consideravelmente.

Há cerca de 2 anos, um banco de capacitor com bloqueadores de harmônicas custava em torno de 3 a 4 vezes o preço de um banco sem bloqueadores de harmônica. Hoje esta diferença já baixou para 2 a 2,5 vezes.

Uma alternativa seria utilizar capacitores com uma tensão maior, mas vai depender do conteúdo harmônico de cada instalação. Se o cliente tiver uma distorção harmônica de tensão acima de 3%, não adianta colocar capacitor com tensão elevada. Neste caso poderá ocorrer uma ressonância paralela e o capacitor irá queimar.

Se o cliente tiver um nível de distorção harmônica de corrente entre 10 e 15% e uma distorção harmônica de tensão abaixo de 3%, sobre-tensionar o capacitor irá compensar um pouco a distorção harmônica de corrente elevada. Isso porque o sobre-tensionamento do capacitor faz com que ele aqueça menos, ao contrário da distorção harmônica de corrente, que faz com que o capacitor aqueça mais.

Portanto, um capacitor sobre-tensionado irá aquecer menos que um capacitor não sobre-tensionado em uma rede com elevado nível de distorção harmônica de corrente. Como a vida do capacitor é diretamente proporcional à temperatura, quanto menos o capacitor aquecer, mais ele vai durar.

No entanto, o grande problema é que o banco sem bloqueador nesta rede irá amplificar o conteúdo harmônico, podendo queimar equipamentos.

Desta forma, sempre recomendamos a instalação de bloqueadores de harmônicas em rede com distorção harmônica de tensão acima de 3% ou distorção harmônica de corrente acima de 10%.
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CAPACITOR - O que é um capacitor, para leigos

O capacitor se parece um pouco com uma bateria. Embora funcionem de maneira totalmente diferente, tanto os capacitores como as baterias armazenam energia elétrica. Em um circuito elétrico ou eletrônico, é indicado pela forma abaixo:

Depois de carregado, o capacitor possuirá a mesma tensão que a tensão de rede. Quando ligamos um equipamento a um capacitor, este descarregará sua energia no equipamento. Na utilização do capacitor como componente para correção do fator de potência, ele fornecerá energia para criar o campo magnético e não utilizará esta energia da concessionária. Assim sendo, você usará menos energia da concessionária podendo ter uma economia em sua conta de energia (dependendo da sua concessionária e do tipo de medidor que você tem em sua residência ou estabelecimento) e estará ajudando nosso planeta consumindo menos recursos naturais.

Como uma torre de água: Uma maneira de visualizar a ação do capacitor é imaginá-lo como uma torre de água conectada a uma tubulação. Uma torre de água "armazena" pressão de água - quando as bombas do sistema de água enviam mais água do que a cidade necessita, o excesso é armazenado na torre de água. Então, nos momentos de maior demanda, o excesso de água flui para fora da torre para manter a pressão alta. Um capacitor armazena elétrons da mesma forma, e pode liberá-los mais tarde.
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Capacitores precisam de contatores especiais. Por quê?

Contatores próprios para a manobra de capacitores possuem contatos em série com resistores especiais integrados aos contatores para capacitores. Estes resistores especiais reduzem a elevada corrente de inrush do capacitor no momento do seu ligamento. Este processo evita perturbações na rede e a soldagem dos contatos, garantindo elevada vida útil do contator e do capacitor.

A categoria de emprego do contator para banco de capacitor é AC-6b
A vida útil do capacitor está diretamente ligada ao tipo de contator utilizado para ligar o capacitor e ao número de manobras durante o ano. Se forem utilizados contatores normais para ligar o capacitor e o número de manobras durante o ano for de 10.000 vezes (3 vezes ao dia), a vida do capacitor cairá em 80%. Veja a fórmula abaixo:

Deterioração em função do número de manobras anual (dados fornecidos pela EPCOS):

EV = EVn . XN , sendo que

EVn = expectativa de vida do capacitor (capacitor da EPCOS = 100.000 horas)
EV = expectativa de vida do capacitor em horas
XN = Fator de deterioração

Número de Manobras com contator especial para capacitor < 5.000/ano ->XN = 1,00
Número de Manobras com contator especial para capacitor < 10.000/ano -> XN = 0,70
Número de Manobras com contator comum < 5.000/ano ->XN = 0,40
Número de Manobras com contator comum <10.000/ano ->XN = 0,20
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